domingo, 21 de junho de 2015

Between the east and west of Fifth Ave.

 Photo credits: www.solotravelgirl.com



Certo dia acordei e ao abrir os olhos vi que estava ainda sorrindo. Então fui fazendo um
retrocesso  do que eu tinha sonhado para saber o motivo e, em questões de segundos
pude voltar à cafeteria em que eu 'estava agorinha mesmo'.
Fechei os olhos por mais alguns instantes e eu acredito que estava caminhando na Stone Street.
Não cheguei à 5mts de caminhada e fui realmente acordado pelo o despertador do celular - damn!
Me levantei, dei lugar a rotina matinal e fui trabalhar. À caminho fiquei oscilando entre sorrisos
e murmuras.

"Desde os seis ou sete anos quando assistia filmes americanos e meus olhos brilhavam ao ver os
prédios de tijolinhos alaranjados com escadas externas, as fumaças saindo das tampas dos boeiros.
As pessoas segurando aqueles copos descartáveis de papel em que sempre tomavam café (seja ele
expresso,  descafeinado ou apenas puro com pouco açúcar rsrsrs). Um dos carros que eu mais
gostava era  o Chevrolet Caprice 1985 marrom metálico e eu me sentia um verdadeiro detetive do
NYPD ao pegar uma tampa da panela e sair correndo pela  casa,  e, eu me perguntava o porque das
suas calotas  sempre se soltarem nas curvas devido as alucinantes perseguições."

- Se eu lembrar o nome de pelo menos um dos filmes que me veio à cabeça agora, coloco no final.

Então quando fui almoçar me veio um sentimento vazio, meio que angustiado e/ou meio desesperador,
pedindo por socorro. Eu não me sentia mais à vontade. Não estava me sentindo bem morando onde
nasci, fui criado e etc... Não me sentia parte de mais nada! Voltei a fechar a cara e comecei contar os
segundo pra sair do trabalho. Cheguei em casa e o sentimento ficou ainda mais forte.

Resolvi preparar alguma coisa para o jantar e de repente perdi a fome. Fui tomar banho e os
dez primeiros minutos ficaram nos flashbacks que o hipocampo tinha restaurado e, imediatamente o
sistema límbico entrou em ação e me deu uma resposta para com esse sentimento até então
desconhecido. Eu estava com saudades de Nova Iorque.

Aí que vem o grande mistério ou chamado divino como eu acredito que seja.

Como esse sentimento cresce a cada dia mais? Sinto falta da comida, das ruas, da rotina, das longas
caminhadas pelo Central Park, do cheiro dos becos e até mesmo de pessoas que nunca conheci. Nem
que for uma vez na semana meus sonhos ficam entre o leste ou o oeste da 5th avenue. Fisicamente
estou em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Mas espiritualmente falando, estou deitado em minha
cama olhando pela janela a Brooklyn Bridge ou então admirando o Manhattanhenge enquanto volto
do mercado. Não sei se estou na Matrix, mas quero realmente acordar e voltar pra casa. Casa esta que
nunca morei, visitei ou simplesmente cochilei.


Photo credits: @andre_pilli - Thank you Andre for photo.

Felipe One
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Nobre Pecador



Às vezes me pergunto qual o sentido das coisas serem como são. Por que as pessoas acreditam que para alcançar a "Graça" tem que passar por certas provações. Será pecado não sofrer para conseguir um cantinho entre uma nuvem e outra? Desde pequeno acredito que fazer o bem sem olhar a quem é a melhor forma de viver nesse e em qualquer outro mundo, é o amor ao próximo que deve ser praticado. Vejo pessoas indo à igreja, estudando a palavra, dando ouvidos e outras coisas para pastores e igrejas em busca de salvação, mas, no percorrer do caminho ou na vinda da mesma, xingam no transito, gritam com suas esposas e filhos, passam os irmãos da igreja pra trás, usam de algum jeitinho para se beneficiarem de alguma forma, não visam quem, quando ou onde. Amém?

A maioria das vezes que converso com alguém sobre religião, sempre saio com a sensação de que a pessoa vai fazer o nome do pai quando eu virar de costa. - Sério! rs... Uma das minhas maiores frustações é pensar que a pessoa tem que abrir mão das coisas que gosta, dos hábitos do cotidiano, higiene e acreditem se quiserem, abrem mão até de pessoas...Ó que doidera!
Eu não acredito que a bíblia seja um livro cem por cento confiável, foi escrito por homens, e que, ao meu ver usaram de uma real sabedoria para se aproveitar das pessoas. Posso estar errado, eu quero estar errado, mas se você não é o autor dela, não adianta você vir falar nada comigo. Não, não quero saber!

O ponto que eu quero chegar é se estou no caminho errado, apenas por gostar de fazer o bem ao próximo sem segundas intenções, de não desejar o mal nem para quem me faz sentir péssimo de alguma forma, de procurar ajudar o próximo com uma conversa, acreditar que as pessoas mudam apenas com conselhos e exemplos sinceros, que se eu fumo, bebo, tatuo o meu corpo, falo palavrões, faço sexo sem a intenção de procriar (por enquanto) com uma mulher que acabo de conhecer, não participo de um grupo de oração ou de uma religião específica, se as músicas que ouço não condizem com a realidade imposta pela sociedade, se às vezes tenho preguiça, se tenho raiva de uma pessoa, não falar mais com um parente, se querer o melhor da vida sem sofrimento, de gostar de dinheiro, gostar de fazer amizade com cães de rua, que dizer que não estou no caminho da salvação? Puta que pariu, to fudido!

Então tenho que seguir a linha de uma pessoa extremamente religiosa, ao ponto de que se você não seguir meus passos, vou ter que deixá-lo para trás, ok? Não importa o que temos, amizade ou romance, agora eu serei salvo e se você não vier comigo, levará uma vida vazia, sem felicidade, sem o amor verdadeiro de Deus e será castigado perambulando pela a eternidade, vagando de canto à canto! Que coisa é essa de que se dar prazer, felicidade, alegria é errado? Temos o livre arbítrio para tomar nossas decisões e fazermos a diferença.

Acredito que com sua magnitude, Deus sabe o que cada coração é capaz de fazer com as coisas que lhes são dadas diariamente, com cada adversidade imposta por Ele, por cada sentimento que é colocado dentro de nós. Se fazer o bem do meu jeito é errado, seguirei errando e amando o que faço. I'm sorry!






















quinta-feira, 26 de junho de 2014

Todos nascidos antes de 1986 devem ler este artigo. Os jovens também!

Achei fantástico esse texto. Ah! Eu também sorri! rsrs
Compartilho com muito prazer aos "bens nascidos".

--



De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebê eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo, altamente tóxicas, que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.



Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas à prova de crianças, ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas numa boa.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes, cotoveleiras e joelheiras, e olha que mertiolate ardia mais do que ácido!
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos de segurança e airbags, ir no banco da frente era um bônus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não de garrafa, que na época nem vendia.
Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e outras porcarias mas dificilmente engordávamos porque estávamos sempre loucos para brincar na rua com os amigos.
Partilhávamos garrafas e copos com dezenas de colegas e nunca morremos disso.

Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pela rua mais íngreme, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar algum tipo de freio.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.

Não tínhamos Play Station, X Box, nada de 100 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, celulares, computadores, DVD, Chat na Internet.
A Tv pegava no máximo globo, sbt e manchete!
Tínhamos amigos e para vê-los era só ir pra rua.
Caíamos de muros e de árvores, nos cortávamos, até partíamos ossos, apertavamos as campainhas dos vizinhos, fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.

Tudo isso sem ninguém processar ninguém!
Íamos a pé para casa dos amigos.
Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamãe ou o papai nos levassem.
Criávamos jogos com simples paus e bolas.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem.
Eles estavam era do lado da lei.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

És um deles?
Parabéns!

Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças!
Para todos os outros que não têm a idade suficiente, pensei que gostariam de ler acerca de nós.
Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho… E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.
A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades e nasceram em 1986, ou depois, chamam-se “jovens”!
Nunca ouviram “we are the world”.
Para vocês sempre houve uma só Alemanha e um só Vietnã.
O HIV sempre existiu.
Os CD’s sempre existiram.
O Michael Jackson sempre foi branco.
Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo foi um Deus da dança.

Acreditam que “Missão impossível” e “As Panteras” são filmes da atualidade.
Não conseguem imaginar a vida sem computadores.
Não acreditam que houve televisão preto e branco e quem tinha era rico.

Agora vamos ver se estamos ficando velhos:

1. Entendes o que está escrito acima e sorri?;
2. Precisas dormir mais depois de uma noitada?;
3. Os teus amigos estão todos casados?;
4. Se surpreende ao ver crianças tão a vontade com computadores?;
5. Se lembra da novela “dancing day”?;
6. Encontra amigos e falas dos bons e velhos tempos?;
7. Vai encaminhar este texto para outros amigos porque achas que vão gostar?

Se a resposta é COM CERTEZA para a maioria dos, SIM, ESTAMOS VELHOS (heheheh)…

Mas tivemos uma infância maravilhosa.

Autor: Maro Mannes

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Você já amou como se não houvesse o amanhã? - Marcelo D2




Você já amou como se não houvesse o amanhã?
Aquele amor que quando bate cê perde o medo da morte?
E quem foi que disse que não existe o amanhã
E se esse amor ainda tá lá, ai cê é um cara de sorte, hein?
Nem sempre a gente escolhe o caminho certo
Não consegue ou não tá esperto
Porque o certo nem sempre está perto
Perto, digo, aos olhos do coração
Não se pode ter tudo e nem tudo que se
tem está ao alcance das mãos
Ninguém aguenta ouvir os outros reclamar
Ninguém aguenta mais ouvir os outros reclamar
Chega pra cá, então, que eu vou te dar um plá
Vamos lá, vamos lá wake up que é a hora de acordar
Sei que cê tá e todos estamos na luta
Cê tem uma boca e dois ouvidos, filhão, então escuta
A coisa aperta e cê já quer meter o pé
Vai me dizer que cê prefere o ódio ou o amor, neguinho, coé?

Você diz que amor não dói, amor dói no coração (x4)

Então
Mais uma vez o bem vem correndo por fora
Sem novela, fera, agora chegou a nossa hora
Disfarça e chora mas não core da treta
E nem venha me dizer que a coisa aqui está preta
Meu Caro amigo, me acompanhe, por favor
É tanto hipócrita nesse mundo que os bons acabam
entrando no jogo
Esse é o jogo, brincou com fogo
O sol nasce para todos mas a sombra é pra poucos
O legal agora é tirar onda de careta
Diz que não fuma maconha mas se junta com os picaretas
Julgando os outros, metendo o pau
Eu sei que o amor faz bem, eu sei que o amor vence o mal
Eu sou daqueles que são chamados de louco
Mas quando entram no jogo não se contentam com pouco
Dado o recado, não entro em parada errada
Sem essa de pecado
Então vem comigo, molecada

Você diz que o amor não dói, amor dói no coração (x4)

Cê já amou como se não houvesse o amanhã?
Aquele amor que quando bate cê perde o medo da morte?
E quem foi que disse que não existe o amanhã
E se esse amor ainda tá lá, ai cê é um cara de sorte, hein?

Você diz que o amor não dói, amor dói no coração (x4)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Segunda-primeira-velha-imprenssão.

25 de Março - SP


São Paulo, 25 de Maio de 2014, 07:55am. Desembarco do avião. Com as pernas bambas, pálido-acinzentado, ainda meio atordoado e um leve alívio. Pronto! Acabei de perder o cabaço e voado pela primeira vez hahaha... Eu já havia morado em SP há uns 18 anos atrás, e não, não me lembrava de quase nada. Piá novo!

Apesar de andar nas ruas com um certo medo e virando a cabeça pra trás igual coruja, eu estava boquiaberto com os arranha-céus. Andando nos metrôs, observando a correria, a diversidade cultural e racial dos paulistanos. Acho que tem mais chinês em São Paulo do que na própria China - risos! "Cidade fria, cinzenta, pessoas sem educação, assaltos-express, informações erradas e não gostam de mineirim!". Quem me falou isso, certamente foi à São Paulo através dos telejornais que só mostram o lado ruim das coisas. Creio que há problemas desse tipo em qualquer lugar do mundo. Meus olhos foram treinados para enxergar tanto o bem quanto o mal, mas procuro ver sempre mais o lado bom de tudo, porque o mal é visível para qualquer um. 
Chegando no endereço de hospedagem (a casa da minha mãe R), ouvir um som familiar - "Car#%** é duelo de Mc's!!". Curtir uma batalha, um showzinho de rock, reggae e um sambinha de raiz. Tudo isso de um palco que estava montado no meio da rua.

O que eu gostaria de compartilhar é que viajar é bom demais pra alma, cabeça, melhora até a saúde. Fui logo ali em Sampa e já sinto levemente uma mudança no espírito. Sim, não há nada melhor do que a nossa cama, o nosso companheiro travesseiro, nosso quarto e a nossa casa. Mas sentir-se bem por fazer o que o coração manda, é o melhor de todos os confortos. "Vlw Sampa, cê é foda, Meu!".  - See you at the next stop! ;)

sábado, 31 de maio de 2014

Sempre bom lembrar...

Jardim Guapituba - SP (Casa da mãe "R")

Chove de manhã. O céu também pode ficar nublado. Se até o tempo varia, como nós não haveríamos de mudar? O pássaro que antes cantava, agora dorme. O outro voou.

O dia mal começou e já estou acordado, tão diferente e disperso de horas atrás. A noite passou e o sono também. O que não passa?

E assim a vida segue; passam-se oportunidades, momentos e fica para trás o que não é escolhido. Mas do que importa? A vida segue.

Festejos se vão, sorrisos se perdem, sentimentos enfraquecem – só é eterno o que é diário. O tempo só teme a constância.

O que ouvi, passou; o que eu vi, já vi; do que já vivi, passado.

Mas o tempo há de mudar, ele sempre muda.

E esta dor passa. O calor volta e a cara muda. O presente se eterniza a cada segundo.

Pois, como não hei de amar o que faço? Como não hei de fazer o que amo?

E quando não amo, a vida também há de seguir. Com ou sem, arrependido ou não, a vida vai seguir.

E, às vezes, não sei. Às vezes não, por muitas vezes. Com o tempo não se briga, se aprende. Afinal, temos um contrato vitalício de convivência.

Sei mesmo que em cada momento há um significado a ser buscado – no sim, no não, no talvez, sempre.

Por mais que às vezes nos falte um chão ou nos sobrem asas; por mais que não tenhamos a compreensão; em meio a um sonho ou a um pesadelo a vida, simplesmente, continua.

Convicta, irredutível, ferrenha – ela segue.

Quero mais que ela siga mesmo; e, mesmo que não quisesse, ela seguiria ainda assim.

Fonte: sigoescrevendo.com
- Marcelo Penteaso